Esteiras de borracha: manutenção e quando substituir
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Esteiras de borracha: manutenção e quando substituir

Como verificar, tensionar e quando substituir as esteiras de borracha da tua mini giratória. Guia prático de manutenção STEELFORCE.

Esteiras de borracha: manutenção e quando substituir

As esteiras de borracha são o consumível mais caro de uma mini giratória e aquele que mais depende da forma como trabalhas. A resposta curta é esta: verifica a tensão e o estado das esteiras todas as semanas de trabalho, e substitui quando os tacos estão gastos ao ponto de perderem aderência, quando aparecem cabos de aço à vista ou quando a esteira já saiu do carril mais do que uma vez. Uma esteira que se remenda uma segunda vez costuma sair mais cara do que uma esteira nova.

O problema é que quase ninguém olha para as esteiras até rebentar uma em obra, com a máquina imobilizada e o trabalho a atrasar. E é uma pena, porque a inspeção leva três minutos e o desgaste dá sinais com bastante antecedência. Neste artigo mostramos o que olhar, com que frequência, como ajustar a tensão, que manobras destroem esteiras mais depressa e quando compensa passar para esteiras de aço.

Porque é que as esteiras são o consumível que mais pesa na conta

Numa mini giratória bem tratada, o gasóleo e os filtros são custo previsível. As esteiras não. São uma peça grande, de borracha vulcanizada com cabos de aço no interior, e custam uma fatia considerável do orçamento anual de manutenção de uma máquina de 1 a 3,5 toneladas.

O que muda de máquina para máquina não é tanto a qualidade da esteira, é o terreno e o operador. Duas máquinas iguais, compradas no mesmo mês, podem ter uma com as esteiras impecáveis e outra com os tacos quase lisos.

Há ainda o custo indireto, que muita gente esquece. Uma esteira que sai do carril a meio de um trabalho tira a máquina de serviço até alguém a voltar a montar. Se rebenta, pode ficar parada dias ou semanas à espera da peça. Na STEELFORCE mantemos peças de desgaste em stock precisamente por causa disto, e os nossos mecânicos tratam da substituição sem a máquina ter de esperar por importação.

Como verificar o estado das esteiras

Faz esta verificação a cada duas ou três semanas de trabalho regular, e sempre antes de um trabalho longo ou de transportar a máquina para fora. Com a máquina em piso plano e desligada, percorre a esteira toda. A inspeção das esteiras encaixa na rotina descrita no nosso guia prático de manutenção de mini giratória.

Olha primeiro para os tacos, os relevos que agarram ao terreno. Compara a altura dos tacos no centro da esteira com a altura dos tacos junto à borda, que normalmente sofrem menos. Se a diferença já é evidente a olho, estás na segunda metade da vida da esteira.

Depois procura cortes e rachas na superfície e nos flancos. Rachas superficiais e finas são normais com o tempo e com o sol. O que interessa são cortes profundos, sobretudo os que atravessam o rasto de lado a lado.

Verifica se há cabos de aço à vista, em qualquer ponto da esteira. É o sinal mais grave e o mais fácil de ver, porque o aço brilha contra a borracha escura.

Por fim, olha para o interior da esteira, onde encaixam os dentes do carreto, e para os roletes e as rodas tensoras. Guias interiores gastas ou dentes deformados explicam quase sempre uma esteira que sai do carril com frequência.

Tensão das esteiras: nem apertadas de mais, nem soltas de mais

A tensão é a manutenção mais importante e a mais ignorada. Uma esteira demasiado solta salta do carril em curva ou em terreno inclinado. Uma esteira demasiado apertada força o tensor, o carreto e os roletes, aquece e gasta tudo mais depressa, incluindo a própria esteira.

Para verificar, põe a máquina em piso plano e levanta um dos lados com a lança, apoiando bem o balde no chão. Mede a folga entre a parte de cima da esteira e o rolete superior. O valor correto vem no manual da tua máquina e varia com a tonelagem, por isso usa esse número em vez de uma regra decorada.

O ajuste faz-se pelo tensor, um cilindro com massa lubrificante acessível por um bujão de lubrificação no chassi. Injetas massa para apertar e libertas massa, com cuidado e afastando-te do jato, para aliviar. Este cilindro está sob pressão alta. Se nunca fizeste isto, é um bom trabalho para pedires a um mecânico da primeira vez e veres como se faz.

Refaz a verificação sempre que mudares de tipo de terreno. Lama e barro entram no carril e alteram na prática a tensão de trabalho.

As manobras que gastam esteiras mais depressa

A forma de conduzir pesa mais na vida da esteira do que qualquer outra coisa. Há quatro hábitos que fazem a maior diferença.

Rodar sobre o mesmo ponto é o pior de todos. Girar a máquina com uma esteira parada e a outra a andar, ou as duas em sentido contrário, arrasta a borracha contra o solo e arranca tacos. Faz as mudanças de direção em curva aberta, com as duas esteiras a andar, sempre que o espaço permitir.

Betão, entulho com ferro e pedra angulosa cortam. Se trabalhas em demolição ou em obra com escombros, limpa a zona de circulação antes de começares a andar de um lado para o outro. Vale o tempo que demora.

Gasóleo, óleo hidráulico e massa degradam a borracha. Se houve derrame, limpa a esteira em vez de deixar secar.

Trabalhar sempre atravessado numa encosta obriga a esteira a suportar esforço lateral constante. Quando dá, sobe e desce o declive em linha em vez de circular ao longo dele.

Sinais de que já não vale a pena adiar a substituição

Há um ponto a partir do qual continuar a usar a esteira sai mais caro do que trocá-la, e é mais cedo do que a maioria das pessoas pensa.

Substitui quando vires cabos de aço expostos em qualquer ponto. A partir daí a esteira perdeu integridade estrutural e pode partir sem aviso, normalmente no pior momento.

Substitui quando os tacos estiverem gastos ao ponto de a máquina patinar em terreno que antes subia. Perder aderência custa tempo em todos os trabalhos e é perigoso em inclinação.

Substitui quando a esteira já saiu do carril mais do que uma vez com a tensão correta. Isso indica que as guias interiores estão gastas e o problema vai repetir-se.

Substitui quando houver um corte profundo e transversal no rasto, mesmo que a máquina ainda ande. É por ali que a esteira acaba por abrir.

Sobre remendos: uma reparação pontual num corte lateral pequeno pode ganhar-te uns meses. Duas reparações na mesma esteira raramente compensam. Faz as contas ao custo da peça contra o custo de um dia de máquina parada em obra, e a decisão costuma ficar clara.

Esteiras de borracha ou de aço: quando compensa mudar

A borracha é a escolha certa para a maioria dos trabalhos que as nossas máquinas fazem. Não danifica pavimento, alcatrão nem relva, faz muito menos ruído e vibra menos, o que conta em jornadas longas. Para jardinagem, manutenção de propriedades, agricultura e obra em zona urbana, não há discussão.

O aço compensa em terreno permanentemente agressivo: pedreiras, demolição com muito ferro à mistura, terreno rochoso com aresta viva. Dura bastante mais nessas condições e aguenta o que rasga borracha.

O preço a pagar é real. As esteiras de aço são mais pesadas, o que afeta o transporte e o consumo, transmitem mais vibração ao operador e estragam qualquer piso acabado por onde passem. Existe ainda uma solução intermédia, as esteiras de aço com sapatas de borracha aparafusadas, para quem alterna entre obra dura e piso sensível. Antes de mudares, confirma que a tua máquina admite a conversão, porque nem todos os chassis aceitam.

Perguntas frequentes

Quanto tempo dura uma esteira de borracha? Depende quase por inteiro do terreno e do operador. Em jardinagem e manutenção de propriedade, com condução cuidada, dura muitos anos de uso. Em obra com betão e entulho, pode durar uma fração disso. Em vez de contar horas, inspeciona regularmente e decide pelo estado real.

Dá para substituir só uma esteira? Dá, e às vezes faz sentido, por exemplo quando uma esteira sofreu um corte acidental e a outra está praticamente nova. Se as duas têm o mesmo tempo de trabalho, troca o par. Esteiras com desgaste muito diferente fazem a máquina puxar para um lado.

Porque é que a esteira sai do carril? As causas mais comuns são tensão a menos, acumulação de terra e pedra dentro do carril e guias interiores ou roletes gastos. Verifica primeiro a tensão e limpa o rodado. Se o problema se repete com a tensão correta, o desgaste já está nos componentes do rodado e precisa de ser visto por um mecânico.

Posso continuar a trabalhar com uma esteira rachada? Com rachas superficiais e finas, sim, mantendo a vigilância. Com um corte profundo ou com cabos de aço à vista, não. O risco é a esteira partir em serviço, o que além de parar o trabalho pode danificar componentes do rodado.

Quanto custa uma esteira nova? Varia com a tonelagem da máquina e com a medida exata da esteira. Diz-nos o modelo e a medida que tens montada e damos-te o preço da peça, com a vantagem de trabalharmos com stock pronto a entregar.


Se as esteiras da tua máquina já dão sinais de cansaço, ou se preferes confirmar com quem mexe nelas todos os dias, fala connosco. Temos peças de desgaste em stock e mecânicos que fazem a substituição sem a máquina ficar meses à espera.